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- Patrícia Scholze
- Curitiba, Paraná, Brazil
- Apaixonada pela língua portuguesa, livros, música e culinária. Queria cursar letras, mas acabei entrando na faculdade de informática, área em que trabalho até hoje.
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Estava eu pensando sobre a tecnologia.
Antigamente, há cerca de 15 anos, num feriado como este de hoje (Corpus Christi), eu provavelmente estaria na chácara de meu avô, em Campina Grande do Sul/PR.
Mas o que isto tem a ver com tecnologia? Bem, nestes tempos, eu previamente visitaria a biblioteca ou, mais precisamente, o Farol do Saber Manuel Bandeira, no Pilarzinho, próximo à casa de meus avós, onde eu residia. Sairia de lá com no mínimo 2 livros, para passar o feriado em "boa companhia".
Porém, hoje em dia as coisas mudaram. Eu já não tenho um Farol do Saber pertinho de casa, nem tempo de sobra pra passar em um. E é aqui que a tecnologia entra. Depois de um dia de "dona de casa", cansativo e ainda acompanhado de fortes cólicas, nada melhor que deitar debaixo do meu edredom de oncinha, pegar o notebook e ler um bom livro online.
Atualmente tenho usado o site Livros On, não é a mesma coisa do que pegar um livro com as nossas próprias mãos, sentir o cheiro, poder folheá-lo, mas vale a pena.
Hoje porém estou lendo Mario Quintana novamente, um dos meus autores favoritos, mais precisamente o Caderno H, através do site Releituras.
Então, como diria Djavan:
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mario quintana,
um bom lugar pra ler um livro,
um dia frio
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Você não entende como não começa um relacionamento, como não se apaixona novamente, como não muda de vida.
Reclama da ausência de opções. É bonita, inteligente, divertida.
Minha hipótese é que não abandonou o passado.
Mantém flertes com o ex indiferente, ou continua saindo com sujeito que jamais assumirá o romance.
Raciocina que, enquanto não vem o escolhido, o príncipe, pode se entreter com velhas paixões.
Mas todos pressentem quando uma mulher está enrolada, todos intuem o caso mal resolvido, e não se aproximam.
Não virá ninguém para espantar os corvos e dissolver essa atmosfera pesada de Prometeu.
É trabalho em vão soterrar o precipício. Mulher desinteressada é impossível.
Ninguém ousará quebrar o monopólio de sua dor.
Você cheira a encrenca, cheira fidelidade a um terceiro. Seus ouvidos estão lentos, sua boca paira em distante lugar, seus olhos se distraem seguidamente.
Não tem brilho na pele, porém tensão nos ombros.
Sua respiração é um poço de suspiros.
Vive ansiosa por notícias, por reatos, mensagens. Não presta atenção, não se entrega para as casualidades.
Quem enxerga fantasmas não vê os vivos.
Não dá para começar um novo amor sem abandonar os anteriores. Errada a regra que a gente somente esquece um amor antigo por um novo.
Está com o corpo fechado, costurado, mentindo que já não sofre mais com as cicatrizes.
Espera herança, não sai para trabalhar ternuras.
Mendiga retornos, não cria memória.
Sua nudez não responde ao pedido da curva. Nem balança com a música favorita.
Está tomada do carma, do veneno, do ressentimento.
Pensa que está bem, mas está em luto. Uma mulher em luto não permite arrebatamentos, afasta-se na primeira gentileza que receber, recusa a prosperidade das pálpebras piscando nos bares e restaurantes.
Você nunca vai encontrar seu namoro, seu casamento, sua paz, se não terminar de se arrepender.
É preciso guardar o máximo de ar, ir ao fundo, descer na tristeza e nadar para longe dela.
Não amará outro alguém sem solucionar pendências, sem recusar o homem que não a merece, o homem que não vai embora e tampouco fica.
Não amará outro alguém sem abandonar algumas horas de alívio em motéis.
Não amará outro alguém se não bloquear as recaídas, se insistir em ressuscitar as promessas.
Uma mulher nunca será inteira se mantém romances quebrados.
Nunca estará presente.
Nunca estará aqui.
Entenda, minha amiga, só ama quem está disposta a ser amada.
Publicado no Jornal Zero Hora
Coluna semanal, Revista Donna, p. 6
Porto Alegre (RS), 28/04/2013 Edição N° 17416
terça-feira, 7 de maio de 2013
Fazer
chorar é muito fácil. Fazer chorar qualquer um faz. Qualquer coisa faz. Palavras, atitudes, até mesmo uma imagem, uma fotografia.
Agora, fazer rir é para poucos, nem todo mundo tem esse dom.
Fazer sorrir então... Aquele sorriso puro, natural, simples e sem motivo aparente.
Arrancar lágrimas qualquer um consegue, não é difícil. Mas para arrancar sorrisos, é preciso mais do que vontade, é preciso bom humor, ser agradável, ter um coração bom...
Agora, fazer rir é para poucos, nem todo mundo tem esse dom.
Fazer sorrir então... Aquele sorriso puro, natural, simples e sem motivo aparente.
Arrancar lágrimas qualquer um consegue, não é difícil. Mas para arrancar sorrisos, é preciso mais do que vontade, é preciso bom humor, ser agradável, ter um coração bom...
sábado, 6 de abril de 2013
Não sei a autoria do texto, mas é muito bom, cada vez que o leio, chego a chorar de tanto rir!
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me
render à depilação na virilha. Falaram que eu iria me sentir dez quilos
mais leve!! Disseram que meu namorado iria amar!! Eu imaginava que iria
doer, porque elas ao menos me avisaram. E encarei o desafio.
- Oi, queria marcar uma depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
(Espera aí! Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada?! Mas já que era pra fazer, quis fazer direito)
- Cavada mesmo.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
(Espera aí! Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada?! Mas já que era pra fazer, quis fazer direito)
- Cavada mesmo.
Chegou o dia em que perderia dez quilos!
Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba! Vou ficar que nem ela, legal!
Saímos da sala de espera e entrei num longo corredor.
De um lado a parede e, do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, suspiros, conversas, sussurros…. Senti um frio na barriga sem ainda abrir um único botão!!
Chegamos ao nosso cantinho: uma maca cercada de cortinas.
Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba! Vou ficar que nem ela, legal!
Saímos da sala de espera e entrei num longo corredor.
De um lado a parede e, do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, suspiros, conversas, sussurros…. Senti um frio na barriga sem ainda abrir um único botão!!
Chegamos ao nosso cantinho: uma maca cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha onde estavam os aparelhos de tortura: uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça… De repente, ela vem com um barbante na mão e amarrou bem forte as laterais da calcinha.
- Quer bem cavada?
- É… Quero sim.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha onde estavam os aparelhos de tortura: uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça… De repente, ela vem com um barbante na mão e amarrou bem forte as laterais da calcinha.
- Quer bem cavada?
- É… Quero sim.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail!!
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco, senão vai doer muito.
- Ah, sim, claro.
(Claro, nada! Não entendia porra nenhuma do que ela fazia! Mas confiei!)
- Ah, sim, claro.
(Claro, nada! Não entendia porra nenhuma do que ela fazia! Mas confiei!)
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e soltando fumaça.
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada né?! (Ela riu… Que situação!)
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada né?! (Ela riu… Que situação!)
E, então, Penélope passou a primeira camada de cera quente na minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele do meu corpo tinha saído. Que apenas minha ossada tinha sobrado na maca.
Não tive coragem de olhar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele do meu corpo tinha saído. Que apenas minha ossada tinha sobrado na maca.
Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto.
Procurei minha bolsa com os olhos cogitando a possibilidade de chamar o serviço de resgate.
Tudo isso buscando me concentrar, para fingir que era tudo suuuupernatural.
Procurei minha bolsa com os olhos cogitando a possibilidade de chamar o serviço de resgate.
Tudo isso buscando me concentrar, para fingir que era tudo suuuupernatural.
Quando me notou roxa, Penélope perguntou se estava tudo bem.
Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo que doesse mais.
Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
O processo medieval continuou. A cada puxada, eu tinha vontade de espancar Penélope, tirar o sangue dela.
Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.
Todas recomendam, porque se cansam de sofrer sozinhas.
Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.
Todas recomendam, porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha; bigode, não!
- Não, lindinha, não estou falando do seu buço! Os lábios dela (apontando para a minha Abigail), aqui, ó!
- Não, eu quero só virilha; bigode, não!
- Não, lindinha, não estou falando do seu buço! Os lábios dela (apontando para a minha Abigail), aqui, ó!
Não, não, pára tudo! Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia!
Mas topei. Quem está na maca, tem mais é que se fuder mesmo!
Mas topei. Quem está na maca, tem mais é que se fuder mesmo!
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação!
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui! Olha de perto!
- Olha, tá ficando linda essa depilação!
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui! Olha de perto!
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas, completamente debruçadas sobre a sofrida Abigail.
Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta!” Só voltei à terra quando, entre uns blábláblás, ouvi a palavra pinça.
Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta!” Só voltei à terra quando, entre uns blábláblás, ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui, porque ficaram uns pelinhos, tá?
- Pode pinçar, está tudo dormente mesmo, tô sentindo nada!
- Pode pinçar, está tudo dormente mesmo, tô sentindo nada!
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça fi-lha-da-pu-ta
arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la,
arrancar-lhe os olhos. Porém, mal sabia eu que o motivo para isso ainda
estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Heeeeeeeeiin??????????
- Deitar de lado, pra fazer a parte cavada.
- Heeeeeeeeiin??????????
- Deitar de lado, pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui!
- Heeeeeeiiin?????? Como assim????
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda!
- Segura sua bunda aqui!
- Heeeeeeiiin?????? Como assim????
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda!
Tive vontade de chorar.
Eu não podia ver o que Penélope via.
Mas ela estava de cara para ele, o olho do cú!!!!!!!!!!
Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Neeeem minha ginecologista!
Quis chorar, gritar, peidar na cara dela.
Eu não podia ver o que Penélope via.
Mas ela estava de cara para ele, o olho do cú!!!!!!!!!!
Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Neeeem minha ginecologista!
Quis chorar, gritar, peidar na cara dela.
Mas, de repente, fui novamente trazida para a realidade.
Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.
Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação.
Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu, entre tantos?
E aí me veio o pensamento: “Peraí, tem cabelo lá??!!”
Fui impedida de desfiar o questionamento.
Penélope puxou a cera.
Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só ela arrancou toda e qualquer coisa que existisse ali.
Com certeza, não havia mais nem uma preguinha pra contar a história!
Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces … !!!!!!!
- Vira agora do outro lado.
Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.
Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação.
Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu, entre tantos?
E aí me veio o pensamento: “Peraí, tem cabelo lá??!!”
Fui impedida de desfiar o questionamento.
Penélope puxou a cera.
Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só ela arrancou toda e qualquer coisa que existisse ali.
Com certeza, não havia mais nem uma preguinha pra contar a história!
Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces … !!!!!!!
- Vira agora do outro lado.
Caralho!!!? Por que a cadela não arrancou tudo de uma vez só? Virei
e, completamente humilhada, segurei a outra “bandinha”. Nesse exato
momento, a bruaca da salinha ao lado abre a cortina novamente.
- Penélope, me empresta um chumaço de algodão?
- Penélope, me empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos.
Ninguém ia ver o meu cu tão de perto daquele jeito! Só mesmo Penélope.
E, agora, a vizinha inconveniente.
Ninguém ia ver o meu cu tão de perto daquele jeito! Só mesmo Penélope.
E, agora, a vizinha inconveniente.
- Terminamos! Pode virar que vou passar a maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada!
- Tá, passa essa merda logo!
- Baixa a calcinha, por favor.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada!
- Tá, passa essa merda logo!
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo.
Baixe a calcinha?! Como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho????!!!!!!
Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú!!
O que seria baixar a calcinha?
Baixe a calcinha?! Como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho????!!!!!!
Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú!!
O que seria baixar a calcinha?
- Prontinha! Posso passar um talquinho?
- Pode. Deixa a bicha grisalha!
- Tá linda! Pode namorar muito, agora!
- Pode. Deixa a bicha grisalha!
- Tá linda! Pode namorar muito, agora!
Namorar?… Namorar?! Eu estava com sede de vingança! Queria virar
feminista, morrer peluda, protestar, fazer passeatas, criar uma lei
antidepilação cavada.
Acho que, se um dia eu voltar lá, vai ser pra dar na cara dela!!
Acho que, se um dia eu voltar lá, vai ser pra dar na cara dela!!
sexta-feira, 8 de março de 2013
Desenho feito pelo meu filho Gabriel Scholze Rosa, que está fazendo aula no Centro Juvenil de Artes Plásticas.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Tenho visto muitas pessoas com currículo do tipo "não quero arrumar emprego". Não que elas realmente não queiram, mas talvez falta um pouco de bom senso ou ajuda pra fazer um currículo descente.
Portanto resolvi escrever algumas dicas, coisas simples, mas que fazem a diferença.
Não adianta fazer um currículo de 3 folhas porque a chance do empregador não o ler é grande. Seja prático, coloque as informações de maneira reduzida e somente aquelas que realmente interessam ao empregador!
Não coloque o número de seus documentos, isso a empresa vai solicitar caso você seja selecionado.
Só coloque foto se o empregador solicitar, assim como a pretensão salarial.
Se for colocar "Qualificações Pessoais", use esse campo para descrever suas experiências, resultados, treinamentos, etc. Nunca pra dizer que você é uma pessoa "dinâmica, organizada, responsável, organizada, com facilidade para aprender novas funções e que se relaciona bem em equipe", pois geralmente nem tudo isso é verdade né?
Formação/escolaridade: Se você já tem o segundo grau completo, por exemplo, não precisa colocar informações sobre o 1º grau ok?
E verifique os erros gramaticais. Tem erros que chegam a doer os olhos quando lidos. Se tem dúvidas, procure no dicionário ou peça ajuda ao Google.
Marcadores:
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entrevista emprego,
vaga emprego
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sábado, 19 de janeiro de 2013
Há sempre alguém que se contenta em ser apenas um "coadjuvante" nas histórias. Entrar em cena, exercer o seu papel é possível de acordo com o personagem principal. Suas falas, ações e reações dependem do personagem principal.
E assim esquece-se de que há outras peças para se atuar, outras histórias, onde pode-se ter a chance de ganhar o papel principal...
A vida não nos permite ensaiar. Portanto é preciso atuar pra valer!
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segundo plano,
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Depois de um tempo sem conseguir resolver esse problema em uma máquina, resolvi pedir ajuda ao Google. Mas nem sempre as informações são satisfatórias.
Juntando uma e outra informação, consegui resolver o problema da seguinte maneira:
Abri os "Meus Documentos"
Em seguida a pasta "GTA San Andreas User Files"
E apaguei TUDO o que havia dentro desta pasta. Em seguida abri o jogo e o mesmo voltou a funcionar.
Juntando uma e outra informação, consegui resolver o problema da seguinte maneira:
Abri os "Meus Documentos"
Em seguida a pasta "GTA San Andreas User Files"
E apaguei TUDO o que havia dentro desta pasta. Em seguida abri o jogo e o mesmo voltou a funcionar.
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gta win7,
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não abre gta,
problema gta,
problema gta san andreas
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Nunca fui muito ligada em política até este ano. O futuro da nossa cidade, do nosso país depende de nós, de nosso voto. Não custa nada pesquisar se o que o seu candidato diz é verdade e como foi o passado dele.
Eu pesquisei e já tenho minha opinião formada, aliás, já tinha até antes dessa pesquisa, pois um dos candidatos a prefeito me causou uma dor de cabeça tempos atrás.
Com essa pesquisa, descobri coisas que infelizmente não posso postar aqui, pois o medo de ser processada é grande. Não temos liberdade de expressão, isso foi comprovado depois que o Blog do Tarso foi multado.
Já que algumas coisas não posso mencionar aqui, então vamos aos dados permitidos:
Gustavo Fruet já queria ser candidato à prefeitura em 2008, quando pertencia ao PMDB, porém o partido não deixou, fazendo com que Fruet deixasse o PMDB e fosse para o PSDB, desde então Requião cortou as relações com o mesmo.
Devido a isto, Requião prontamente informou seu apoio ao Ratinho Jr e os demais integrantes do PMDB acataram essa decisão, com excessão de Greca que ainda não se manifestou. Porém Requião deu a entender que Greca será um canalha se decidir não acatar esta decisão do partido, então imaginem a pressão que o ex candidato deve estar sofrendo...
Também não é de se esperar que Ducci apoie Fruet no 2º turno, pois em 2011 Fruet deixou o PSDB porque não obteve apoio do partido em sua candidatura, que acabou por lançar Ducci. Fruet então entrou no PDT, conseguindo apoio do partido para se lançar como candidato a prefeito.
Agora, independente de quem os ex candidatos (Ducci e Greca) apoiem no 2º turno, cabe a cada um de nós, cidadãos de Curitiba pesquisar e refletir no que será melhor para nós e para nossa cidade.
O próprio governador Beto Richa disse ao Jornal O Estado do Paraná: "Não se consegue mais transferir votos com facilidade como era antes. Hoje, o eleitor está focado exclusivamente no candidato, nas suas propostas e só. Não está focado em quem o apoia".
Não importa o partido, nem quem está declarando apoio aos candidatos, o que importa é o que cada um já fez e o que ainda fará pela nossa cidade.
Portanto nas próximas eleições vamos mostrar nas urnas que temos a capacidade de pensar por nós mesmos e eleger o melhor para Curitiba.
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