Posts Populares

Blogger news

Estou Lendo...

Quem Pensa Enriquece
O Caderno H
Nada é Por Acaso
Meu Skoob
Tecnologia do Blogger.

Quem sou eu

Minha foto
Curitiba, Paraná, Brazil
Apaixonada pela língua portuguesa, livros, música e culinária. Queria cursar letras, mas acabei entrando na faculdade de informática, área em que trabalho até hoje.

Seguidores

sexta-feira, 14 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013



E é por isso que gosto de autores como Edson Marques. Que primeiro vivem e depois escrevem. Que não se prendem às histórias fictícias.






domingo, 9 de junho de 2013
Hoje meu filho Gabriel estava assistindo o jogo do Brasil e falando sozinho, sendo chamada sua atenção pelo pai.
 
Foi quando eu disse que falar sozinho faz bem. Anos atrás foi realizada uma pesquisa e seus resultados publicados pela Revista Galileu. Foi comprovado que falar palavras em voz alta faz o cérebro trabalhar mais rápido.

Talvez essa seja a explicação pelas excelentes notas que o Gabriel tira na escola, principalmente em matemática, pois ele faz a lição falando em voz alta tudo.

Ontem mesmo enquanto fazia a lição de matemática, ficava tagarelando todo o desenvolvimento das contas. Perguntei se ele faz assim na escola também. Ele me respondeu que sim, mas procura falar o mais baixo possível pra que os outros alunos não escutem os resultados.

hehehe


Já eu, assim como Cazuza, prefiro escrever...


Sábado à noite, ligo a TV e eis que o SBT está transmitindo um dos melhores filmes que assisti nos últimos anos: "Antes de Partir".

Ele retrata de forma dramática e ao mesmo tempo cômica a vida de dois homens à beira da morte, devido ao câncer.

Com poucos meses de vida, eles resolvem elaborar uma lista com coisas para fazer antes de morrer.

Uma das melhores cenas, em minha opinião, é aquela em que eles estão no Egito, onde um dos personagens conta ao outro sobre a crença egípcia onde, para adentrar ao paraíso, a pessoa deveria responder a duas perguntas:

1 - Encontrou alegria na sua vida?
2 - Você proporcionou alegria aos outros?

Dependendo da resposta a pessoa seria ou não admitida no paraíso.

Mas será que é necessário estar à beira da morte pra realizar nossos sonhos?



Outra parte interessante é quando o personagem do Jack Nicholson pergunta aos presentes em uma reunião, interrompendo a mesma:

"Vocês já leram A Divina Comédia?"

Mais uma excelente dica. Se trata de uma das maiores obras de arte literária, que interpreta a grandeza e a miséria humana, na sua essência, traçando um retrato da humanidade, passada, presente e futura.

Se ainda não viu o filme, eu recomendo 100%!

 
sábado, 8 de junho de 2013
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
Fernando Pessoa

 
 Escrever. É o que tem pra hoje.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro


quinta-feira, 30 de maio de 2013
Estava eu pensando sobre a tecnologia. 

Antigamente, há cerca de 15 anos, num feriado como este de hoje (Corpus Christi), eu provavelmente estaria na chácara de meu avô, em Campina Grande do Sul/PR. 

Mas o que isto tem a ver com tecnologia? Bem, nestes tempos, eu previamente visitaria a biblioteca ou, mais precisamente, o Farol do Saber Manuel Bandeira, no Pilarzinho, próximo à casa de meus avós, onde eu residia. Sairia de lá com no mínimo 2 livros, para passar o feriado em "boa companhia". 

Porém, hoje em dia as coisas mudaram. Eu já não tenho um Farol do Saber pertinho de casa, nem tempo de sobra pra passar em um. E é aqui que a tecnologia entra. Depois de um dia de "dona de casa", cansativo e ainda acompanhado de fortes cólicas, nada melhor que deitar debaixo do meu edredom de oncinha, pegar o notebook e ler um bom livro online. 

Atualmente tenho usado o site Livros On, não é a mesma coisa do que pegar um livro com as nossas próprias mãos, sentir o cheiro, poder folheá-lo, mas vale a pena.

Hoje porém estou lendo Mario Quintana novamente, um dos meus autores favoritos, mais precisamente o Caderno H, através do site Releituras.

Então, como diria Djavan:

sexta-feira, 10 de maio de 2013
Texto interessante do Carpinejar. Tem a mesma ideia do livro "O Que Toda Mulher Inteligente Deve Saber". Vale a pena ler.




Você não entende como não começa um relacionamento, como não se apaixona novamente, como não muda de vida.

Reclama da ausência de opções. É bonita, inteligente, divertida.

Minha hipótese é que não abandonou o passado.

Mantém flertes com o ex indiferente, ou continua saindo com sujeito que jamais assumirá o romance.

Raciocina que, enquanto não vem o escolhido, o príncipe, pode se entreter com velhas paixões.

Mas todos pressentem quando uma mulher está enrolada, todos intuem o caso mal resolvido, e não se aproximam.

Não virá ninguém para espantar os corvos e dissolver essa atmosfera pesada de Prometeu.

É trabalho em vão soterrar o precipício. Mulher desinteressada é impossível.

Ninguém ousará quebrar o monopólio de sua dor.

Você cheira a encrenca, cheira fidelidade a um terceiro. Seus ouvidos estão lentos, sua boca paira em distante lugar, seus olhos se distraem seguidamente.

Não tem brilho na pele, porém tensão nos ombros.

Sua respiração é um poço de suspiros.

Vive ansiosa por notícias, por reatos, mensagens. Não presta atenção, não se entrega para as casualidades.

Quem enxerga fantasmas não vê os vivos.

Não dá para começar um novo amor sem abandonar os anteriores. Errada a regra que a gente somente esquece um amor antigo por um novo.

Está com o corpo fechado, costurado, mentindo que já não sofre mais com as cicatrizes.

Espera herança, não sai para trabalhar ternuras.

Mendiga retornos, não cria memória.

Sua nudez não responde ao pedido da curva. Nem balança com a música favorita.

Está tomada do carma, do veneno, do ressentimento.

Pensa que está bem, mas está em luto. Uma mulher em luto não permite arrebatamentos, afasta-se na primeira gentileza que receber, recusa a prosperidade das pálpebras piscando nos bares e restaurantes.

Você nunca vai encontrar seu namoro, seu casamento, sua paz, se não terminar de se arrepender.

É preciso guardar o máximo de ar, ir ao fundo, descer na tristeza e nadar para longe dela.

Não amará outro alguém sem solucionar pendências, sem recusar o homem que não a merece, o homem que não vai embora e tampouco fica.

Não amará outro alguém sem abandonar algumas horas de alívio em motéis.

Não amará outro alguém se não bloquear as recaídas, se insistir em ressuscitar as promessas.

Uma mulher nunca será inteira se mantém romances quebrados.

Nunca estará presente.

Nunca estará aqui.

Entenda, minha amiga, só ama quem está disposta a ser amada.

Publicado no Jornal Zero Hora
Coluna semanal, Revista Donna, p. 6
Porto Alegre (RS), 28/04/2013 Edição N° 17416
terça-feira, 7 de maio de 2013
Fazer chorar é muito fácil. Fazer chorar qualquer um faz. Qualquer coisa faz. Palavras, atitudes, até mesmo uma imagem, uma fotografia.
Agora, fazer rir é para poucos, nem todo mundo tem esse dom.
Fazer sorrir então... Aquele sorriso puro, natural, simples e sem motivo aparente. 

Arrancar lágrimas qualquer um consegue, não é difícil. Mas para arrancar sorrisos, é preciso mais do que vontade, é preciso bom humor, ser agradável, ter um coração bom...



sábado, 6 de abril de 2013
Não sei a autoria do texto, mas é muito bom, cada vez que o leio, chego a chorar de tanto rir!



Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu iria me sentir dez quilos mais leve!! Disseram que meu namorado iria amar!! Eu imaginava que iria doer, porque elas ao menos me avisaram. E encarei o desafio.
 - Oi, queria marcar uma depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
(Espera aí! Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada?! Mas já que era pra fazer, quis fazer direito)
- Cavada mesmo.
Chegou o dia em que perderia dez quilos!
Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba! Vou ficar que nem ela, legal!
Saímos da sala de espera e entrei num longo corredor.
De um lado a parede e, do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, suspiros, conversas, sussurros…. Senti um frio na barriga sem ainda abrir um único botão!!
Chegamos ao nosso cantinho: uma maca cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha onde estavam os aparelhos de tortura: uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça… De repente, ela vem com um barbante na mão e amarrou bem forte as laterais da calcinha.
- Quer bem cavada?
- É… Quero sim.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail!!
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco, senão vai doer muito.
- Ah, sim, claro.
(Claro, nada! Não entendia porra nenhuma do que ela fazia! Mas confiei!)
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e soltando fumaça.
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada né?! (Ela riu… Que situação!)
E, então, Penélope passou a primeira camada de cera quente na minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele do meu corpo tinha saído. Que apenas minha ossada tinha sobrado na maca.
Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto.
Procurei minha bolsa com os olhos cogitando a possibilidade de chamar o serviço de resgate.
Tudo isso buscando me concentrar, para fingir que era tudo suuuupernatural.
Quando me notou roxa, Penélope perguntou se estava tudo bem.
Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
O processo medieval continuou. A cada puxada, eu tinha vontade de espancar Penélope, tirar o sangue dela.
Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.
Todas recomendam, porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha; bigode, não!
- Não, lindinha, não estou falando do seu buço! Os lábios dela (apontando para a minha Abigail), aqui, ó!
Não, não, pára tudo! Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia!
Mas topei. Quem está na maca, tem mais é que se fuder mesmo!
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação!
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui! Olha de perto!
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas, completamente debruçadas sobre a sofrida Abigail.
Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta!” Só voltei à terra quando, entre uns blábláblás, ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui, porque ficaram uns pelinhos, tá?
- Pode pinçar, está tudo dormente mesmo, tô sentindo nada!
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça fi-lha-da-pu-ta arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la, arrancar-lhe os olhos. Porém, mal sabia eu que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Heeeeeeeeiin??????????
- Deitar de lado, pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui!
- Heeeeeeiiin?????? Como assim????
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda!
Tive vontade de chorar.
Eu não podia ver o que Penélope via.
Mas ela estava de cara para ele, o olho do cú!!!!!!!!!!
Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Neeeem minha ginecologista!
Quis chorar, gritar, peidar na cara dela.
Mas, de repente, fui novamente trazida para a realidade.
Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.
Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação.
Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu, entre tantos?
E aí me veio o pensamento: “Peraí, tem cabelo lá??!!”
Fui impedida de desfiar o questionamento.
Penélope puxou a cera.
Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só ela arrancou toda e qualquer coisa que existisse ali.
Com certeza, não havia mais nem uma preguinha pra contar a história!
Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces … !!!!!!!
- Vira agora do outro lado.
Caralho!!!? Por que a cadela não arrancou tudo de uma vez só? Virei e, completamente humilhada, segurei a outra “bandinha”. Nesse exato momento, a bruaca da salinha ao lado abre a cortina novamente.
- Penélope, me empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos.
Ninguém ia ver o meu cu tão de perto daquele jeito! Só mesmo Penélope.
E, agora, a vizinha inconveniente.
- Terminamos! Pode virar que vou passar a maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada!
- Tá, passa essa merda logo!
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo.
Baixe a calcinha?! Como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho????!!!!!!
Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú!!
O que seria baixar a calcinha?
- Prontinha! Posso passar um talquinho?
- Pode. Deixa a bicha grisalha!
- Tá linda! Pode namorar muito, agora!
Namorar?… Namorar?! Eu estava com sede de vingança! Queria virar feminista, morrer peluda, protestar, fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Acho que, se um dia eu voltar lá, vai ser pra dar na cara dela!!