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- Curitiba, Paraná, Brazil
- Apaixonada pela língua portuguesa, livros, música e culinária. Queria cursar letras, mas acabei entrando na faculdade de informática, área em que trabalho até hoje.
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sexta-feira, 8 de março de 2013
Desenho feito pelo meu filho Gabriel Scholze Rosa, que está fazendo aula no Centro Juvenil de Artes Plásticas.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Tenho visto muitas pessoas com currículo do tipo "não quero arrumar emprego". Não que elas realmente não queiram, mas talvez falta um pouco de bom senso ou ajuda pra fazer um currículo descente.
Portanto resolvi escrever algumas dicas, coisas simples, mas que fazem a diferença.
Não adianta fazer um currículo de 3 folhas porque a chance do empregador não o ler é grande. Seja prático, coloque as informações de maneira reduzida e somente aquelas que realmente interessam ao empregador!
Não coloque o número de seus documentos, isso a empresa vai solicitar caso você seja selecionado.
Só coloque foto se o empregador solicitar, assim como a pretensão salarial.
Se for colocar "Qualificações Pessoais", use esse campo para descrever suas experiências, resultados, treinamentos, etc. Nunca pra dizer que você é uma pessoa "dinâmica, organizada, responsável, organizada, com facilidade para aprender novas funções e que se relaciona bem em equipe", pois geralmente nem tudo isso é verdade né?
Formação/escolaridade: Se você já tem o segundo grau completo, por exemplo, não precisa colocar informações sobre o 1º grau ok?
E verifique os erros gramaticais. Tem erros que chegam a doer os olhos quando lidos. Se tem dúvidas, procure no dicionário ou peça ajuda ao Google.
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sábado, 19 de janeiro de 2013
Há sempre alguém que se contenta em ser apenas um "coadjuvante" nas histórias. Entrar em cena, exercer o seu papel é possível de acordo com o personagem principal. Suas falas, ações e reações dependem do personagem principal.
E assim esquece-se de que há outras peças para se atuar, outras histórias, onde pode-se ter a chance de ganhar o papel principal...
A vida não nos permite ensaiar. Portanto é preciso atuar pra valer!
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Depois de um tempo sem conseguir resolver esse problema em uma máquina, resolvi pedir ajuda ao Google. Mas nem sempre as informações são satisfatórias.
Juntando uma e outra informação, consegui resolver o problema da seguinte maneira:
Abri os "Meus Documentos"
Em seguida a pasta "GTA San Andreas User Files"
E apaguei TUDO o que havia dentro desta pasta. Em seguida abri o jogo e o mesmo voltou a funcionar.
Juntando uma e outra informação, consegui resolver o problema da seguinte maneira:
Abri os "Meus Documentos"
Em seguida a pasta "GTA San Andreas User Files"
E apaguei TUDO o que havia dentro desta pasta. Em seguida abri o jogo e o mesmo voltou a funcionar.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Nunca fui muito ligada em política até este ano. O futuro da nossa cidade, do nosso país depende de nós, de nosso voto. Não custa nada pesquisar se o que o seu candidato diz é verdade e como foi o passado dele.
Eu pesquisei e já tenho minha opinião formada, aliás, já tinha até antes dessa pesquisa, pois um dos candidatos a prefeito me causou uma dor de cabeça tempos atrás.
Com essa pesquisa, descobri coisas que infelizmente não posso postar aqui, pois o medo de ser processada é grande. Não temos liberdade de expressão, isso foi comprovado depois que o Blog do Tarso foi multado.
Já que algumas coisas não posso mencionar aqui, então vamos aos dados permitidos:
Gustavo Fruet já queria ser candidato à prefeitura em 2008, quando pertencia ao PMDB, porém o partido não deixou, fazendo com que Fruet deixasse o PMDB e fosse para o PSDB, desde então Requião cortou as relações com o mesmo.
Devido a isto, Requião prontamente informou seu apoio ao Ratinho Jr e os demais integrantes do PMDB acataram essa decisão, com excessão de Greca que ainda não se manifestou. Porém Requião deu a entender que Greca será um canalha se decidir não acatar esta decisão do partido, então imaginem a pressão que o ex candidato deve estar sofrendo...
Também não é de se esperar que Ducci apoie Fruet no 2º turno, pois em 2011 Fruet deixou o PSDB porque não obteve apoio do partido em sua candidatura, que acabou por lançar Ducci. Fruet então entrou no PDT, conseguindo apoio do partido para se lançar como candidato a prefeito.
Agora, independente de quem os ex candidatos (Ducci e Greca) apoiem no 2º turno, cabe a cada um de nós, cidadãos de Curitiba pesquisar e refletir no que será melhor para nós e para nossa cidade.
O próprio governador Beto Richa disse ao Jornal O Estado do Paraná: "Não se consegue mais transferir votos com facilidade como era antes. Hoje, o eleitor está focado exclusivamente no candidato, nas suas propostas e só. Não está focado em quem o apoia".
Não importa o partido, nem quem está declarando apoio aos candidatos, o que importa é o que cada um já fez e o que ainda fará pela nossa cidade.
Portanto nas próximas eleições vamos mostrar nas urnas que temos a capacidade de pensar por nós mesmos e eleger o melhor para Curitiba.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
"Be good to yourself when, nobody else will"
Por que às vezes pensar em si mesmo é tão difícil?! Quando se acostuma a viver pelos outros, abdicar da sua vida em prol das outras pessoas que amamos, voltar atrás é muito difícil.
É sempre uma decisão que pede determinação, força de vontade e coragem, muita coragem. É difícil, mas nem sempre o fácil é o melhor.
Chega uma hora que a gente se sente tão perdido e vê tudo dar errado. Um erro deixar chegar a esse ponto. Escolhas erradas, decisões precipitadas. É tudo escuro e você não vê uma luz no fim do túnel, se sente sozinho, perdido, assustado.
Mas se já está tudo ruim, se tudo já deu errado, ainda pode piorar?
Não seria melhor arriscar?!?
"Seja bom pra você quando ninguém mais for"
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O dicionário assim define a avareza:
“1. Excessivo e sórdido apego ao dinheiro. 2. Falta de generosidade, mesquinhez”.
É mais nesses dois sentidos que o termo será usado e ampliado neste texto.
A avareza é uma patologia do Ter. Como se sabe há muito tempo, o Ter e o Ser são duas dimensões fundamentais da condição humana. O Ter relaciona-se às necessidades concretas, da vida dita mecânica, que correspondem à satisfação das exigências do corpo: alimentação, excreção, sexo, reprodução, abrigo e a inclinação — que varia de pessoa a pessoa — de acumular dinheiro e bens materiais.
A dimensão do Ser liga-se à vida que pode ser chamada de não-mecânica, e compreende os sentimentos, as emoções, a intuição, o imaginário e os impulsos de realização pessoal e interpessoal. Nessa linha de raciocínio, a avareza inclui o tomar posse dos outros (que gera o ciúme mórbido, por exemplo) e o que podemos chamar de “avareza de qualidades”, que leva algumas pessoas a se apossarem de determinados atributos e posar de modelos para as outras: o “super-santo” (que acha que todo mundo é pecador); o “super-honesto” (que imagina que todos são corruptos); o “superinteligente” (que está convencido de que vive cercado de imbecis); o “super-erudito” (que acredita que todos os outros são ignorantes).
Enfim, trata-se da volúpia da posse de tudo aquilo que puder ser capturado, colecionado e acumulado, que leva as pessoas a venerar o material e “materializar” o que não é material.
“1. Excessivo e sórdido apego ao dinheiro. 2. Falta de generosidade, mesquinhez”.
É mais nesses dois sentidos que o termo será usado e ampliado neste texto.
A avareza é uma patologia do Ter. Como se sabe há muito tempo, o Ter e o Ser são duas dimensões fundamentais da condição humana. O Ter relaciona-se às necessidades concretas, da vida dita mecânica, que correspondem à satisfação das exigências do corpo: alimentação, excreção, sexo, reprodução, abrigo e a inclinação — que varia de pessoa a pessoa — de acumular dinheiro e bens materiais.
A dimensão do Ser liga-se à vida que pode ser chamada de não-mecânica, e compreende os sentimentos, as emoções, a intuição, o imaginário e os impulsos de realização pessoal e interpessoal. Nessa linha de raciocínio, a avareza inclui o tomar posse dos outros (que gera o ciúme mórbido, por exemplo) e o que podemos chamar de “avareza de qualidades”, que leva algumas pessoas a se apossarem de determinados atributos e posar de modelos para as outras: o “super-santo” (que acha que todo mundo é pecador); o “super-honesto” (que imagina que todos são corruptos); o “superinteligente” (que está convencido de que vive cercado de imbecis); o “super-erudito” (que acredita que todos os outros são ignorantes).
Enfim, trata-se da volúpia da posse de tudo aquilo que puder ser capturado, colecionado e acumulado, que leva as pessoas a venerar o material e “materializar” o que não é material.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Fico indignada com a forma que os hospitais e médicos tratam os doentes. E por consequência indignada com nossos governantes que não fazem nada para que esta situação mude.
Não pretendo falar do SUS, pois todo mundo já está cansado de saber como ele funciona (ou como não funciona). Quero falar sobre hospitais particulares e planos de saúde.
Hoje em dia existe uma lei que determina o tempo de espera máximo em fila de banco. Ótimo! As pessoas tem pouco tempo, são tantas obrigações para poucas horas diárias. Mas eu me pergunto porque quando se trata da saúde, os doentes podem ficar horas esperando atendimento? Deveria ter uma lei pra isso também, estipular tempo máximo de espera em pronto socorro e consultórios médicos. Fazer com que os hospitais ou médicos paguem uma multa por atrasos. Ok, existe a falta de médicos sim, mas isso não se aplica ao sistema particular de saúde. Quem tem plano de saúde sabe, pagamos um alto valor mensal para ter direito a um atendimento melhor, rápido e seguro e nem sempre é isso que conseguimos. Alguns hospitais se preocupam apenas em passar a imagem de hospital modelo, com pisos de mármore, lindas recepções, porém na realidade possuem uma organização falha, fornecem informações desencontradas e há uma enorme falta de respeito ao paciente, deixando-o esperando horas e horas por atendimento.
Ninguém procura um médico sem ter nada, sem ao menos uma suspeita, muito menos o setor de "Emergências". Mesmo assim esses hospitais particulares colocam um número mínimo de médicos, que não dão conta de atender os pacientes rapidamente, nem fazer um atendimento de qualidade, aí que ocorrem os erros médicos.
Os hospitais deveriam disponibilizar médicos só para atender as pessoas que estão em observação no ambulatório, que precisam de um atendimento preferencial e médicos para atenderem apenas as urgências, casos com menos gravidade. Já vi casos de pacientes esperando mais de 4 horas por atendimento no setor de emergências, onde haviam mais de 40 pessoas na sala de espera e apenas 1 médico para atender a todos. E isso é inaceitável, acho que até no Sistema Único de Saúde, nos postos 24 horas, os pacientes são atendidos com mais rapidez e com uma vantagem: na maioria das vezes eles já saem de lá medicados, e os remédios que não são encontrados na própria farmácia do posto são baratos, pois os médicos tem essa consciência de que precisam prescrever uma medicação que seja ao mesmo tempo eficaz e acessível, pois se o paciente não tem condições de arcar com o valor de um plano de saúde, provavelmente também não tem condições de comprar um remédio muito caro. Ao contrário dos médicos que atendem convênios, que não se importam com os valores dos medicamentos e receitam qualquer um, inclusive os mais caros.
Qual a forma de pagamento dos médicos no sistema de medicina privada? Eles ganham por consulta? Uma porcentagem do repasse feito pelo plano de saúde ao hospital? Não sei responder essa pergunta, mas gostaria de saber, pois talvez isso explique porque os hospitais não disponibilizam mais médicos para o atendimento emergencial.
Não estou dizendo que não vale a pena ter um plano de saúde, até porque tem algumas vantagens com relação ao SUS, como:
- Mais facilidade para conseguir consulta com especialistas
- Mais facilidade para conseguir leitos
- A comodidade de ficar em quarto ao invés de enfermaria
- Mais facilidade para marcar exames
Porém, o atendimento emergencial da maioria dos hospitais particulares perde para o atendimento dos postos 24 horas do SUS.
Portanto repito a pergunta do início, por que existe uma lei que estipula tempo máximo de espera em fila de banco e não existe lei que limita tempo máximo de espera para atendimento médico emergencial?
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Eclético = não gosta de nada, tem vergonha de dizer do que gosta ou é influenciável pelo gosto alheio
Por que?
Primeiro porque praticamente só usam essa palavra com relação a música, não é verdade?
Segundo porque eclético não define nada. Ou melhor, geralmente quem se diz eclético não consegue dizer do que gosta.
No dicionário, umas das definições de eclético é: “Que seleciona; que escolhe de várias fontes.” Mas talvez, na verdade, uma pessoa eclética não gosta muito de nada, e às vezes se deixa levar pelos gostos de outros.
O amigo A me apresenta uma música de terminado estilo e eu gosto, começo a ouvir ela. Depois um amigo B me apresenta outra música de outro estilo totalmente diferente e eu gosto, começo a ouvir também. Mas o que é que você ouve por si só? Sem a influência dos outros? Qual é a banda que você realmente acompanha, o estilo que você não enjoa, a música que você ouve mil vezes?
Quando te perguntam qual sua comida predileta ou o que você gosta de comer, o que você responde? Garanto que essa resposta todos sabem.
E a cor favorita? Tem alguém que não saiba qual sua cor favorita?
E o estilo musical? Pois é, tem gente que por não saber responder... Aí é mais fácil dizer que é eclético. Eclético é outra forma de dizer que não gosta muito de nada...
Você pode sim ter outros gostos, eu gosto de lasanha, mas também como macarrão, isso não quer dizer que minha comida preferida seja macarrão.
Existem também os ecléticos de ocasião. Aqueles que quando estão conversando com alguém gostam do mesmo estilo de música da pessoa. Por que? Pra não se sentir excluído, talvez ridicularizado. Nem todos são assim, mas existe. Imagine uma pessoa que gosta de Sepultura conversando com uma que gosta de Restart... Será que não acontece da pessoa ficar com "vergonha" de dizer do que gosta??? Existe.
Essa é minha opinião pessoal, não quer dizer que eu esteja certa...
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Ao contrário do que o título desta crônica possa sugerir, não vou falar sobre aqueles que vivem à margem da sociedade, sem trabalho, sem estudo e sem comida. Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para dar as mãos no cinema, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa pra acabar.
A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que não têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossíver ser feliz sozinho? Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso - o amor esqueceu de acontecer - aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo.
E há aqueles que têm amante, marido, esposa, rolo, caso, ficante, namorado, e ainda assim é um excluído. Porque já ultrapassou a fronteira da excitação inicial, entrou pra zona de rebaixamento, onde todos os dias são iguais, todos os abraços, banais, todas as cenas, previsíveis. Não são infelizes e nem se sentem abandonados. Eles possuem um relacionamento constante, alguém para acompanhá-los nas reuniões familiares, alguém para apresentar para o patrão nas festas da empresa. Eles não estão sós, tecnicamente falando. Mas a expulsão do mundo dos apaixonados se deu há muito. Perderam a carteirinha de sócios. Não são mais bem-vindos ao clube.
Como é que se sabe que é um excluído? Vejamos: você passa por um casal que está se beijando na rua - não um beijinho qualquer, mas um beijo indecente como tem que ser, que torna tudo em volta irrelevante - você inclusive. Se lhe bate uma saudade de um tempo que parece ter sido vivido antes de Cristo, se você sente uma fisgada na virilha e tem a impressão que um beijo assim é algo que jamais se repetirá em sua vida, se de certa forma este beijo que você assistiu lhe parece um ato de violência - porque lhe dói - então você está fora de combate, é um excluído.
A boa notícia: você não é um sem trabalho, sem estudo e sem comida - é apenas um sem-paixão. Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas.
A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que não têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossíver ser feliz sozinho? Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso - o amor esqueceu de acontecer - aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo.
E há aqueles que têm amante, marido, esposa, rolo, caso, ficante, namorado, e ainda assim é um excluído. Porque já ultrapassou a fronteira da excitação inicial, entrou pra zona de rebaixamento, onde todos os dias são iguais, todos os abraços, banais, todas as cenas, previsíveis. Não são infelizes e nem se sentem abandonados. Eles possuem um relacionamento constante, alguém para acompanhá-los nas reuniões familiares, alguém para apresentar para o patrão nas festas da empresa. Eles não estão sós, tecnicamente falando. Mas a expulsão do mundo dos apaixonados se deu há muito. Perderam a carteirinha de sócios. Não são mais bem-vindos ao clube.
Como é que se sabe que é um excluído? Vejamos: você passa por um casal que está se beijando na rua - não um beijinho qualquer, mas um beijo indecente como tem que ser, que torna tudo em volta irrelevante - você inclusive. Se lhe bate uma saudade de um tempo que parece ter sido vivido antes de Cristo, se você sente uma fisgada na virilha e tem a impressão que um beijo assim é algo que jamais se repetirá em sua vida, se de certa forma este beijo que você assistiu lhe parece um ato de violência - porque lhe dói - então você está fora de combate, é um excluído.
A boa notícia: você não é um sem trabalho, sem estudo e sem comida - é apenas um sem-paixão. Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas.
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