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Apaixonada pela língua portuguesa, livros, música e culinária. Queria cursar letras, mas acabei entrando na faculdade de informática, área em que trabalho até hoje.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012
O dicionário assim define a avareza:
“1. Excessivo e sórdido apego ao dinheiro. 2. Falta de generosidade, mesquinhez”.

É mais nesses dois sentidos que o termo será usado e ampliado neste texto.

A avareza é uma patologia do Ter. Como se sabe há muito tempo, o Ter e o Ser são duas dimensões fundamentais da condição humana. O Ter relaciona-se às necessidades concretas, da vida dita mecânica, que correspondem à satisfação das exigências do corpo: alimentação, excreção, sexo, reprodução, abrigo e a inclinação — que varia de pessoa a pessoa — de acumular dinheiro e bens materiais.

A dimensão do Ser liga-se à vida que pode ser chamada de não-mecânica, e compreende os sentimentos, as emoções, a intuição, o imaginário e os impulsos de realização pessoal e interpessoal. Nessa linha de raciocínio, a avareza inclui o tomar posse dos outros (que gera o ciúme mórbido, por exemplo) e o que podemos chamar de “avareza de qualidades”, que leva algumas pessoas a se apossarem de determinados atributos e posar de modelos para as outras: o “super-santo” (que acha que todo mundo é pecador); o “super-honesto” (que imagina que todos são corruptos); o “superinteligente” (que está convencido de que vive cercado de imbecis); o “super-erudito” (que acredita que todos os outros são ignorantes).

 Enfim, trata-se da volúpia da posse de tudo aquilo que puder ser capturado, colecionado e acumulado, que leva as pessoas a venerar o material e “materializar” o que não é material.

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