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Apaixonada pela língua portuguesa, livros, música e culinária. Queria cursar letras, mas acabei entrando na faculdade de informática, área em que trabalho até hoje.

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Somos todos iguais, porém alguns mais iguais que os outros.

Eu tinha uma amiga. Dessas que chega você nem sabe de onde e você se vê tão envolvida que fala com ela todos os dias, conta todas as novidades, defeitos e qualidades.

Certo dia conheci a amiga da minha amiga. E era uma pessoa desprezível, aos meus olhos. Falava das outras pessoas de forma maldosa, com um apetite enorme por diminuir, menosprezar os outros. Não, não sou santa, nem perfeita e falar dos outros é sim algo normal. Todo mundo fala! Quem disser que não fala dos outros está mentindo. Porém, normalmente, na grande maioria, as pessoas falam de quem, de alguma forma, lhes fez um mal, lhes prejudicou ou talvez porque não concorde com atitudes dessa pessoa.

Mas o caso era diferente. A amiga da amiga sentia um prazer em falar só por falar. Criticando a roupa, o jeito de andar e falar dos outros. Utilizando palavras para tentar ridicularizar a outra pessoa. Me senti mal, muito mal. E comecei a imaginar o que ela falaria de mim assim que eu me ausentasse. Pois quem fala dos outros para você, certamente fala de você para os outros.

De repente, olhando para o rosto da minha amiga, que tinha um semblante empolgado, passei a me perguntar se eu a conhecia de fato. Normalmente nos envolvemos com amigos que pensam como nós, que agem de forma parecida. Eu não conhecia mais a minha amiga. Comecei a sentir algo repugnante por ela e pela amiga dela.


Depois que aquele desastroso encontro se findou, passei alguns dias refletindo sobre o acontecido. Talvez eu estivesse fazendo drama apenas. Mas partiu da própria amiga o afastamento. E aos poucos ela foi se aproximando cada vez mais da outra amiga e se afastando de mim. Acho que, talvez, eu não a conhecia direito. Ou, quem sabe, ela é uma pessoa influenciável, sem uma própria opinião formada, que age e pensa de acordo com a companhia.

Só sei que hoje praticamente não nos falamos mais, às vezes sinto falta da nossa amizade, de nossas conversas, de quem ela era. Mas entendo que, diferente do que dizem, os opostos se afastam e os iguais se atraem. E fico feliz por não conseguir compactuar com pessoas que sentem prazer com conversas maldosas. 

Estamos em processo evolutivo continuamente, não me sinto melhor do que ninguém, mas esse negócio de precisar ridicularizar os outros pra se divertir, pra se sentir legal, pra sentir prazer, já não faz parte de mim há muito tempo.

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